Meu roteiro em NYC (15 dias): do Harlem ao Brooklyn

Já passei essas dicas pra tanta gente e resolvi fazer delas um post por aqui. Não é um roteiro explicadinho por dias, com grandes detalhamentos e informações, mas um apanhado geral do que eu conheci na cidade em maio de 2014, e das minhas impressões também 🙂 Se eu fosse você dava uma espiadinha!

:: TRANSPORTE: Usei somente o metrô. Ele não é limpo – nada limpo -, mas é eficiente, sinalizado e te leva pra qualquer lugar – o que é o mais importante. Usei o Metrocard de 7 dias de viagens ilimitadas (custou 30 dólares). Você compra em quiosques nas estações ou nas máquinas de autoatendimento. O app New York Subway Map é gratuito e calcula as rotas pra ajudar – funciona offline tb.

:: TIPS E IMPOSTO LOCAL: sobre tudo o que você compra em NYC tem um imposto local de uns 8% (nunca a conta final é o preço da prateleira ou do menu). E, além disso, é obrigatório deixar tips (mínimo de 15%). Normalmente vem na conta as sugestões de gorjeta mas, se não vier, é só dobrar o valor do imposto local que vem descriminado na conta 😉

:: CULTURA: acabei não vendo nenhuma peça/espetáculo, mas se fosse, deixaria a Broadway de lado e assistiria algo da programação maravilhosa do Lincoln Center (tem jazz, ballet, e o lugar é simplesmente lindo e fino!)

:: HIGHLINE, CHELSEA e MEATPACKING: uma das regiões mais incríveis de Manhattan! O Highline é um parque suspenso, feito em uma linha de trem desativada. Legal caminhar até o fim e depois descer pra conhecer o bairro Chelsea, comer no Chelsea Market (uma espécie de mercado público com muito mais estilo e comidas sensacionais), e continuar caminhando pelo Meatpacking District, um bairro onde funcionavam açougues e que hoje tem as vitrines mais fashions da cidade. Restaurantes legais tb! Esse é um programa legal pra começar de manhã e terminar no comecinho da tarde.

:: CONEY ISLAND: Esse lugar é incrível. Foi um dos meus preferidos. Dá uma sensação de volta no tempo. É a praia de NYC só nos meses de primavera/verão. Parques de diversões, pier, gente andando de bici, caminhando, tomando sol, jogando voleizinho, e é também o local daqueles grotescos e conhecidos concursos de quem come mais cachoro quente! Não precisa comer 60, mas tem que provar o hot dog do Nathan’s. Se topar um menu mais ogro (como eu fiz) prove as cheese fries. De comer rezando. Pra chegar lá é só pegar o metrô até o final das linhas N ou Q. É uma horinha e pouco de viagem, mas vale muito! A vista indo de trem via manhattan bridge, passando por cima do East River é demais! Uma manhã pra isso está ótimo. Contei mais nesse post aqui.

:: BROOKLYN BRIDGE E EMBAIXO DELA: sugiro muito cruzar a ponte a pé! A vista que você vai tendo de Manhattan ao longo da caminhada é sensacional! Chegando ao Brooklyn, tem o Brooklyn Bridge Park e o Dumbo Park. Ótimos para dar uma paradinha e admirar uma vista deslumbrante! Se você for a Coney Island de manhã dá pra fazer isso no mesmo dia, na volta.

:: VISTAS DE TIRAR O FÔLEGO: Tanto o Empire State quanto o Top of the Rock (observatório do Rockefeller Center) são sensacionais. Acho que vale fazer os dois. Do Empire não se vê o Central Park. Se tiver que optar, acho que vale mais o Top of The Rock – que também não tem as grades do Empire State.

:: ROOFTOP BAR: Na quinta avenida tem o 230 Fifth. É um bar no terraço do 20º andar de um edifício. É demais! Ouvi dizer que no Columbus 6, em Columbus Circle, e no Flatiron Building também tem bares lindos no mesmo esquema. Nesse que fui, e recomendo, tem uma vista linda dos prédios iluminados à noite, inclusive o Empire State e Chrysler Building. Melhor estilo NYC.

:: CENTRAL PARK: vale várias visitas! Uma cidade verde!

:: TIMES SQUARE: de noite e de dia, pela experiência maluca.

:: PARQUES: Eles são um bom ponto de partida para começar a conhecer vários bairros e pontos turísticos de NYC. Madison Square Park (colado no Flatiron Building, a poucas quadras do Empire State), Washington Square Park (pra conhecer Greenwich Village que é lindo), Bryant Park (fica atrás da Biblioteca Pública), Tompskins Square Park (para conhecer East Village, o bairro mais descolado e multicultural de Manhattan e que é colado em Alphabetic City, único lugar da cidade onde as ruas tem nomes de letras). Leia mais sobre isso nesse post.

:: MUSEUS: fui a dois que recomendo muito – MET (diria que é o Louvre de NYC) e MoMA.

:: COMPRINHAS: pela experiência que é, sugiro uma passadinha na Macy’s (uma Harrods em NYC), Urban Outfiters (de moda a decoração, papelaria e vinil – sensacional), H&M dos nossos corações (moda boa, barata e de bom gosto), Century 21 (marcas a preços ótimos) e os T.J. Maxx (é tipo uma Americanas mas com roupas e acessórios de marca a preço de banana).

:: CAMINHAR A 5TH AVENUE: pelo luxo, por tudo. É ela que divide Manhattan ao meio, em east e west.

:: DOWNTOWN: É a parte mais ao sul de Manhattan. Ali estão: Wall Street, Memorial 11/9 (não fui ao museu, o memorial já me emocionou demais), Battery Park, South Street Seaport, City Hall Park. É uma ótima caminhada. Vais tropeçando em edifícios históricos, é bem legal. Dá pra fazer em uma manhã ou uma tarde.

:: CHINATOWN E LITTLE ITALY: vale ir conhecer, mas não achei nada demais. Mais pra sentir que NYC tem o mundo dentro dela.

:: UPPER WEST SIDE (onde fiquei) e UPPER EAST SIDE: afastados do centro, mais residenciais, vale conhecer pelo charme. O MET fica no Upper East, então indo lá já dá para conhecer um pouco. Em Upper West fica a Columbia University, o Dakota Building. Enfim, as atrações turísticas vão ficando mais raras por aí, mas é tudo lindo.

:: HARLEM: eu fiz um tour com um grupo e acho que vale muito! Tem tanta história da cidade que aconteceu por ali. Há 30 anos não se podia passear por ali, tamanha a violência, mas hoje o Harlem tem, inclusive, alguns dos melhores restaurantes da cidade na Malcom X Boulevard, em East Harlem. Aconselho procurar algum Walking Tour (eu fiz um organizado pelo hostel). Apollo Theather, Morningside Park, a 125th street, os barzinhos onde os grandes nome do Jazz começaram a fazer carreira. Sem contar toda a forte história dos negros em épocas de segregação racial. É de arrepiar. Eu terminei o tour assistindo um culto em um igreja batista, com coro gospel. É lindo demais.

:: SOHO E TRIBECA: lindos, pra caminhar, comer em algum bistrô charmoso e pra enlouquecer com as vitrines. Se quiser, você pode caminhar por eles dois e ir avançando até chegar em Chinatown e Little Italy, que são coladinhos ali.

:: WILLIAMSBURG: é o lugar mais descolado de NYC. Sugestão é pegar o metrô L até Bedford St e caminhar pela região. Lojas, barzinhos e uma vista sensacional de Manhattan.

:: OUTLET: Se estiver nos planos, e couber no bolso, recomendo o Jersey Gardens, em New Jersey. O bus 111 sai de 20 em 20 minutos de Port Authority Bus Terminal e deixa na porta do Outlet. Eu aproveitei muito 🙂 Lá não se cobra o imposto local.

7 thoughts on “Meu roteiro em NYC (15 dias): do Harlem ao”

  1. Oi Lina,
    Adorei o post!
    Tenho procurado dicas sobra NY, principalmente as de viajantes sozinhas. Tenho encontrado alguns posts legais, além de conforto pro coração (vai ser minha primeira viagem sozinha).

    Voce comentou que ficou num hostel em upper west side. Pode me dizer o nome? Aconselha pra viajantes desacompanhadas? Alguma dica de segurança para as bagagens?

    1. Oi, Jessica! Que bom que gostou do post 🙂

      E pode acalmar o coração meeeesmo, porque viajar sozinha é incrível!! Eu amo!
      Sobre o hostel, sim, ele era muito bom e te recomendaria. É o HI Hostel NY (podes reservar aqui: http://bit.ly/2eqSVHE).
      Eu gostei bastante, tem uma recepção 24h, vários walking tours diários, um bom café da manhã e não tive nenhum problema. Ele é distante do centro mas nada que o metrô (do lado) não resolva. Sobre as malas, eu sempre deixava chaveada ou com senha dentro do quarto, e o meu armário tinha cadeado. Beijos!

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