Veneza: dicas básicas para uma primeira visita

Conhecer Veneza, pra mim, segue uma regra básica que serve pra Itália toda: perder-se! Aproveite pra explorar essa cidade única sem preocupações com essas dicas básicas 😉

:: Quantos dias ficar

Quando fui para Veneza ouvi de algumas pessoas que um dia passeando seria suficiente pra conhecer, que não tinha muito o que fazer lá. Realmente, se você for buscando super atrações turísticas vai ficar meio frustrado. Tem o que conhecer, sim, mas é num ritmo bem diferente de uma cidade como Roma, por exemplo. Dormi duas noites lá, usei a tarde e a noite do dia em que cheguei pra dar uma voltinha na Piazza San Marco, pra me perder nas ruelas e cruzar pontezinhas, e usei o segundo dia pra ir a Murano e Burano, pra subir no Campanario, de onde se tem uma vista linda, e pra dar mais uma volta na cidade. Achei de bom tamanho, mas lembro que já era minha penúltima parada em uma viagem pela Itália que durou 19 dias. Ou seja, vai de cada um escolher o quanto ficar.

:: Como chegar

Dá pra chegar em Veneza de avião, descendo no aeroporto Marco Polo, que fica em Mestre, que é a porção continental da cidade. Também tem a opção de chegar de trem – sempre a minha preferida – na estação Santa Lucia, que fica no bairro Carnnaregio. Em frente à estação tem um posto de venda de bilhetes de Vaporetto e várias paradas. É só escolher a linha que te leva onde você precisa pra chegar ao hotel. Importante: pergunte ao hotel qual é a linha mais indicada e em qual parada você deve saltar. Os nomes das linhas e das paradas não são tão intuitivos pra usar como é num sistema de metrô, por exemplo. Além disso, pra achar a rua exata do hotel onde você vai ficar é bom ter algumas instruções de quem conhece a cidade – pontos de referência, etc. É divertido perder-se por lá, mas não quando você está doido pra chegar e com uma mala pesada 😉

:: Como funciona o Vaporetto

É o transporte público de Veneza. Dá pra ir sentado, tranquilinho, a não ser que você embarque em um horário bem movimentado ou em alguma linha muito lotada – principalmente as que param na Piazza San Marco. Não é barato, não. Se você for comprar bilhete por bilhete, sai 7 euros cada ticket, e você tem uma hora pra fazer quantas viagens quiser. Como eu ia ficar 2 dias na cidade, comprei um pass de 48h que custa 30 euros. Detalhe: eu precisaria muito do transporte pois fiquei em Giudecca (espia no mapa), e qualquer pulinho na Piazza San Marco ia me custar 14 euros – ida e volta. Confere aqui neste site as opções de pass disponíveis: www.veneziaunica.it  Claro que você também pode optar por um táxi aquático, mas prepare-se pra pagar uns 70 euros a corrida – vale a pena só em muitas pessoas, e olhe lá. Eu guardaria essa graninha pra tomar uns spritz 🙂

:: Um achado de hospedagem: dá pra ficar em Giudecca, sim!

Procurei um hostel que oferecesse opção de quarto privado para casal e me apaixonei pelo Generator Venice. Ao vivo ele é exatamente como nessas fotos. Amplo, uma super infraestrutura, portaria 24h, bar, restaurante, sem contar a vista pra Piazza San Marco que se tem dessa ilha. Minha única dúvida era: vale a pena ficar em Giudecca, longe do burburinho, e ter que pegar Vaporetto pra qualquer passeio? A resposta, depois da minha experiência, é: sim, MUITO! Os motivos: (1) ao chegar na estação de trem, em vez de ter que subir e descer escadarias com a mala procurando o hotel você pega o Vaporetto na frente da estação Santa Lucia,  pode ser das linhas 2 ou 4.1, e desce na parada Zitelle, na frente do hostel, (2) a vista que se tem “de fora da confusão” não tem preço, (3) é mais fácil se você quiser ir visitar Murano e Burano, já está no caminho. Recomendo demais esse lugar – e o preço é mais em conta que em hoteis meio capenguinhas lá na ilha principal, viu?

:: No final, a tonteira do “Mal do desembarque”

Esse é o preço que alguns dos viajantes que passam alguns dias em Veneza podem pagar pra conhecer essa jóia de cidade. Eu fui uma das premiadas com o “mal do desembarque”. Chamam assim aquela sensação que muitos têm depois de sair de um cruzeiro: parece que tudo tem o balanço do mar, não interessa se você está na cama, em terra firme, dentro do trem, TUDO BALANÇA. Eu passei duas noites em Veneza e precisei usar bastante o Vaporetto pra me deslocar, já que fiquei em Giudecca, e não na ilha principal. Além disso, fiz o passeio a Murano e Burano de Vaporetto, o que levou algumas horas balançando sem parar. Saí de Veneza tonta, peguei um trem pra Milão tonta e quando cheguei em Milão a terra ainda chacoalhava. E não tem muito o que fazer, é esperar uns 2 dias que passa, mas é bem bizarro.

 

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